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2009 - 7º Prêmio Paranaense de Excelência Gráfica Oscar Schrappe Sobrinho
Local: Santa Mônica Clube de Campo
Data: 26/06/2009
Foi um sucesso absoluto a realização do 7º Prêmio Paranaense de Excelência Gráfica Oscar Schrappe Sobrinho, entregue em 26 de junho no Santa Mônica Clube de Campo, em Colombo, região de Curitiba. Com regulamento aprimorado e mais democrático, o prêmio, realizado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica – Regional Paraná (Abigraf-PR), com apoio do Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado do Paraná (Sigep), atingiu o objetivo de atrair mais empresas e de possibilitar a um número maior de gráficas a oportunidade de conquista de troféus.
Criado para incentivar e reconhecer as inovações tecnológicas, a criatividade e as melhorias na qualidade da indústria gráfica paranaense, o Prêmio Oscar Schrappe Sobrinho cresceu em sua sétima edição. Foram 51 empresas concorrentes, ante as 45 da edição passada. O aumento foi motivado por aprimoramentos nas regras, entre os quais está o limite máximo de inscrição de 15 produtos por empresa, que antes era livre. “Vimos na prática que as alterações incentivaram a participação de mais empresas, principalmente das menores. Isso é bom, porque estamos estimulando mais gráficas a buscarem a contínua melhoria de qualidade de seus trabalhos”, disse o presidente do Sigep/Abigraf-PR, Sidney Paciornik.
A evolução nos produtos inscritos foi atestada pela diretora-executiva da Abigraf Nacional, Sônia Carboni. “Acompanhamos o prêmio desde o seu surgimento e é visível a melhoria do nível a cada ano. Hoje o Paraná tem uma das melhores indústrias gráficas do Brasil, e isto vale tanto para as grandes quanto para as pequenas empresas”, afirmou.
Para o presidente da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG), Reinaldo Espinosa, o aumento no número de participantes nesta sétima edição mostra que a premiação vem atingindo o objetivo de estimular mais empresas a competirem e a melhorarem seus processos. “Ganhar troféus não é o principal. O importante é que essas gráficas estão preocupadas em melhorar sempre a sua qualidade. Consequentemente, se tornam mais competitivas e com mais chances de crescerem”.
Gráficas vencedoras
A Corgraf, de Colombo, foi a campeã em número de troféus, vencendo em nove categorias (Livros Institucionais, Guias e Manuais, Revistas Infantis ou de Desenhos, Jornais de Circulação Não-Diária, Relatórios de Empresas, Folhetos Publicitários, Malas Diretas, Cartões de Mensagens e Cartões de Visitas).
Este foi o quarto ano consecutivo que a Corgraf ganha o maior número de troféus no Prêmio Oscar Schrappe Sobrinho. Para o diretor da empresa, Vicente Linares, a explicação é a busca incessante pela qualidade. “Não temos a meta de ser a maior, mas queremos sempre ser a melhor. E, para isso, além de treinamentos, equipamentos modernos e programas de qualidade, temos o comprometimento diário de cada colaborador em criar soluções que atendam com excelência as demandas dos clientes”.
A curitibana Comunicare, assim como a Maxigráfica, foi a segunda empresa mais premiada da noite, com quatro troféus. Raphael Manzoni, diretor comercial, apontou que a satisfação foi tão grande quanto no ano passado – quando receberam o dobro de prêmios – porque houve mais gráficas concorrendo nessa edição. “Quanto mais empresas participando, mais saudável é. Aqui não é o sabor dos troféus, mas o sabor da convivência, da interação entre os concorrentes e seus funcionários. A energia que isso traz é muito boa, então não importa quantos prêmios são ganhos, mas sim a alegria de todos”, disse. A Comunicare venceu nas categorias Livros Ilustrados e Livros Técnicos, Rótulos Convencionais com Efeitos Especiais, Calendários de Mesa e Papelarias.
Para a Maxigráfica, também de Curitiba, o aproveitamento continuou bom na sétima edição do prêmio: de seis categorias em que se inscreveu, a empresa venceu em quatro. Junior Mesquita, gerente de vendas, explicou que, em 2009, foram colocadas menos peças para concorrer a troféus, também por conta das mudanças nas regras da premiação. “Me parece mais justo esse novo regulamento, foi uma evolução”, opinou. A Maxigráfica saiu vitoriosa nas categorias Revistas Periódicas de Caráter Variado com Recursos Gráficos Especiais, Catálogos Promocionais e de Arte com Efeitos Gráficos Especiais, Kits Promocionais e Revistas Próprias.
Prêmios inéditos
As alterações no regulamento atraíram para o prêmio um número maior de gráficas pequenas e médias, algumas das quais acabaram premiadas pela primeira vez. As conquistas se transformam em uma eficaz ferramenta de marketing. “Divulgar para o mercado que participamos e ganhamos nos dá um diferencial junto aos clientes”, disse João Luiz Santos, gerente geral da Visare Editora e Artes Gráficas, de Curitiba. “Sempre procuramos fazer o melhor produto possível, mas ganhar um prêmio como esse dá ainda mais segurança de que estamos no caminho certo”, declarou João Antônio Cardoso, diretor da Gráfica Via Laser, também com sede na capital.
A Ajir Artes Gráficas e Editora, de Curitiba, também estreou na lista de empresas ganhadoras. Jair Leite, diretor da gráfica e vice-presidente do Sigep, apontou que, no prêmio, todos os participantes – independentemente da vitória – têm a oportunidade de conhecer tudo o que de melhor se faz no segmento e, assim, se preparar para o mercado e até para a próxima edição. “Quanto ao troféu ganho pela Ajir, tenho a dizer que é como um reconhecimento por um grande trabalho. Esta felicidade pude constatar no semblante de muitos outros que, assim como nós, puderam ganhar pela primeira vez”, ressaltou.
Para a curitibana Grafiven – Gráfica e Editora Venezuela, vencer pela primeira vez deu ânimo para marcar presença mais ativamente no ano que vem. “Havíamos participado das duas edições anteriores com vários produtos. Como já estávamos desanimando, resolvemos inscrever só três esse ano. Agora que ganhamos troféu com um deles, estamos muito satisfeitos e vamos concorrer com mais peças em 2010”, contou Ângela Ribeiro, orçamentista da empresa.
A Copy City Reprodução de Imagens, de Curitiba, que participou pela segunda vez, inscreveu apenas um produto no prêmio. E foi com ele que ganhou seu primeiro troféu no Oscar Schrappe Sobrinho. Apesar do reconhecimento, Lúcio Novaki, gerente da empresa, destacou que o importante mesmo é marcar presença. “Quem não é visto não é lembrado, então temos que participar, independente de sermos ou não agraciados”, afirmou.
A Gráfica Serena, com sede na capital, estava confiante na primeira participação e não se decepcionou. “Tínhamos certeza desse prêmio, até pensamos ‘agora vão nos chamar’ quando foi anunciada a categoria em que ganhamos. Independentemente dos produtos concorrentes, analisamos nossa embalagem, que ficou muito boa pelas cores, rigidez, montagem escolhidas em seu desenvolvimento”, admitiu Rogério Pahim Cardoso, gerente comercial.
O mesmo aconteceu com a Gráfica Exklusiva, de Curitiba, que teve participação e prêmio inéditos. Para Marco Costa, gerente comercial e de marketing, o troféu ganho serve como motivação para os funcionários da empresa. “Além disso, é uma ferramenta para conquistar o cliente e mostrar competência”, disse ele, que pretende voltar a inscrever peças no ano que vem.
Empresas do interior do Paraná também saíram satisfeitas. Exemplo disso é a Gráfica Universal, de Londrina, que após uma atualização de equipamentos optou por voltar a concorrer ao prêmio. “Foi um reconhecimento, e o interessante é que vimos que foi investimento certeiro, provou que fizemos as decisões certas”, disse Bruno Jacob Costa, gerente de vendas da empresa.
A Credeal participou com dois produtos na mesma categoria: Cadernos e Fichários, pois o segmento é o único que se encaixa com os trabalhos da empresa. Segundo Eduardo Chaves, gerente geral da filial de Astorga, a peça vencedora era mesmo a candidata favorita. “Conhecemos os produtos que estavam concorrendo somente no dia da apresentação, mas considerei que o nível de todos estava bom. Ano que vem, retornaremos ao concurso”, colocou.
Entidades e patrocinadores
Aparecida Stucchi, gerente de operações da ABTG e coordenadora do Prêmio de Excelência Gráfica Oscar Schrappe Sobrinho, destacou que houve evolução nos produtos inscritos. “É visível que a qualidade da premiação melhora a cada ano. E isto é facilmente medido pelo desempenho das empresas paranaenses no prêmio nacional Fernando Pini, pois, depois de São Paulo, o estado foi o mais premiado na edição de 2008”, disse ela, que completou: “Eu acho que, esse ano, o Paraná vai fazer bonito de novo na premiação brasileira”.
A Expoprint Latin America 2010 foi patrocinadora da premiação pela primeira vez. Segundo Ismael Guarnelli, diretor da AP&S Feiras e Eventos, que organiza a feira, o que motivou a iniciativa foi a quantidade e a qualidade das gráficas do Paraná. “Eu acredito que nesse congraçamento é a melhor hora para divulgarmos também o show que vai ser a Expoprint 2010”, afirmou ele. A feira acontece de 23 a 29 de junho no Transamérica Expo Center, em São Paulo.
A AGFA, outra patrocinadora do prêmio, foi representada por Fabrizio Valentini, presidente da empresa para a América Latina. Ele demonstrou-se encantado com a festa: “Foi maravilhosa. Se for comparar com a de São Paulo, foi bem diferente, mais alegre, colorida”. Para Valentini, a participação foi muito importante, pois Curitiba é considerada um bom mercado para a AGFA em função de seu elevado número de gráficas. “Nossa motivação é estar presente, ver os trabalhos, conhecer clientes, participar”, disse.
Clima junino
Todos os anos, o Sigep/Abigraf-PR definem um tema para a festa que marca a entrega dos troféus do Prêmio Oscar Schrappe Sobrinho e orienta os participantes – proprietários e funcionários das gráficas – a se vestirem a caráter. Este ano, a comemoração foi em clima de Festa Junina. Para comandar o evento, o mestre de cerimônia foi escolhido a dedo: Nerso da Capitinga, personagem do humorista Pedro Bismarck, animou os mil convidados presentes com seu humor caipira. Entre o anúncio de um premiado e outro, ele entreteu os convidados com piadas e comentários engraçados. No final, manteve a alegria para tirar fotos com centenas de pessoas que fizeram questão de registrar o momento ao lado do comediante. A entrega do prêmio marcou também os festejos do Dia da Indústria Gráfica, comemorado em 24 de junho.
Solidariedade
A sétima edição do Prêmio Oscar Schrappe Sobrinho foi marcada por muita festa, mas também pela solidariedade. O Sigep/Abigraf-PR firmaram uma parceria com o Hospital Erasto Gaertner e reservaram uma das barracas do salão para a venda de itens cuja renda será revertida para o tratamento do câncer.
A Rede Feminina de Combate ao Câncer ficou responsável pela venda de vales para o Mc Dia Feliz, que acontecerá em 29 de agosto. Cada tíquete foi vendido a R$ 8 e dará direito a um Big Mac. Todo o valor arrecadado no dia da premiação será destinado ao atendimento a crianças e jovens com câncer no hospital. De acordo com Janice Gastaldon, presidente da Rede, essa foi uma ótima oportunidade de angariar mais recursos e se aproximar dos empresários do setor para colaborações futuras. “Nós dependemos muito das gráficas, porque às vezes precisamos, por exemplo, de um folder das palestras de prevenção que fazemos, mas nem sempre temos dinheiro para imprimir esse material”, relatou.
Outro setor do Erasto Gaertner ficou a cargo da venda do bonequinho ecológico Wilson – aquele em que se planta grama na cabeça para crescer, numa analogia aos pacientes com câncer, que perdem seus cabelos no tratamento, mas depois nascem novamente. Guto Zafalon, palestrante do InformAÇÃO, ficou boa parte da festa convidando os presentes a ajudarem o hospital por meio da compra dos bonecos e dos vales. Com um megafone em mãos, o animador atraiu colaboradores para as campanhas.
Empresas e número de troféus ganhos
Corgraf – 9
Maxigráfica e Comunicare – 4
Posigraf, Ipê e Ótima – 3
Midiograf, Visare, Kingraf e Dom Bosco – 2
Nova Gráfica, Imagem Brasil, Copy City, Cargraphics, Credeal, Ingra, Universal, Serena, Exklusiva, M5, Catuaí Print, Tuicial, Ajir, Via Laser, Grafiven e Editare – 1
