Novo presidente do Sigep/Abigraf-PR quer entidades mais próximas dos empresários gráficos

Estar mais próximo dos empresários gráficos por todo o Paraná e promover maior integração entre eles para a solução de problemas comuns no setor são os focos de Edson Benvenho,  novo presidente do Sigep/Abigraf-PR (Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado do Paraná e Associação Brasileira da Indústria Gráfica – Abigraf Regional Paraná). Diretor da Midiograf, de Londrina,  uma das principais gráficas do Paraná, Benvenho tomou posse oficialmente no último dia 5, em cerimônia no Sebrae, em Curitiba, para o mandato que vai até o final de 2022. Ele substitui Abilio de Oliveira Santana (que presidia o Sigep), e a Jair Leite (que era presidente da Abigraf-PR).

Por realinhamento estratégico, as entidades representativas da indústria gráfica paranaense passam a ter novamente um único presidente. É a primeira vez que o presidente fica baseado fora da capital. E é justamente este fato que o novo comandante pretende explorar para colocar seus planos em prática. “No convite da gestão anterior para eu assumir a presidência já estava implícita, também, esta questão de eu ser de Londrina. Vou aproveitar isso para pensar a gestão com mais presença dos empresários gráficos nas decisões. Por isso, compus a diretoria com representantes de gráficas de boa parte do Paraná. Vamos todos nos juntar com os empresários de Curitiba para fortalecer o setor gráfico paranaense”.

E o interior realmente tem peso. Recente Panorama Setorial da Indústria Gráfica, feito pela Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná) com o apoio do Sigep, mapeou que o Paraná tem 1.511 gráficas, das quais cerca de metade estão espalhadas pelo interior. Benvenho pretende continuar e aprimorar o objetivo das gestões anteriores de replicar no interior boa parte dos eventos que acontecem na capital. Para isso, vai aproveitar a estrutura que a Fiep coloca à disposição dos sindicatos, incluindo o Sigep/Abigraf-PR. “A Fiep tem em Londrina e em outras cidades a Casa da Indústria, que oferece totais condições e estrutura para palestras, workshops e todo tipo de encontro que possibilite reciclagem de conhecimento e troca de experiências. Já temos usado esta ferramenta, mas vamos potencializar isso na nossa gestão, facilitando o contatos de todos os empresários com novos conhecimentos”.

Por outro lado, o novo presidente do Sigep/Abigraf-PR também quer a maior participação dos empresários do interior nas reuniões e eventos em Curitiba. A interação, segundo ele, é um dos pontos-chave para a busca de soluções dos problemas comuns do setor. “Embora possa haver algumas diferenças por conta das características de cada região, as gráficas enfrentam praticamente os mesmos problemas, ainda mais neste mundo totalmente dinâmico e rápido em suas mudanças. Quanto mais estivermos juntos e conversando sobre a gestão de nossas empresas, mais facilmente vamos encontrar as soluções que satisfaçam a todos”, disse Benvenho.

Até pela questão da troca de experiências, Benvenho fez questão de manter na diretoria praticamente todos os recentes ex-presidentes do Sigep/Abigraf-PR. Abilio Santana, por exemplo, que acaba de deixar o Sigep, disse que o novo presidente vai ter apoio total. “Assim como recebi muito apoio quando assumi, também estarei pronto para ajudar o Edson Benvenho a concretizar suas ideias”. Jair Leite, ex-presidente da Abigraf-PR, também se colocou à disposição. “A gente perde o título de presidente quando acaba o mandato, mas no dia a dia estamos sempre pensando o setor e como contribuir para melhorá-lo. O Benvenho tem uma ótima cabeça, é um empresário de sucesso, e poderá contar com a nossa experiência”.

Mais do que impressão, indústria de comunicação

A cerimônia de posse de Edson Benvenho foi aberta com palestra do economista e consultor do Sebrae, Vitor Hugo Strozzi.  Ele fez várias ponderações a respeito de tendências e oportunidades para o setor, principalmente por conta da onda digital. Strozzi até usou a expressão bem conhecida “não é o grande que come o pequeno, e sim o rápido que come o lento” para indicar aos empresários gráficos um norte daqui para a frente. “Saber o que exatamente o cliente espera e quer do seu negócio é extremamente essencial. Por isso, é preciso trabalhar o máximo a personalização dos materiais de impressão e comunicação e aproveitar os pequenos nichos, muitos deles ainda inexplorados”.

A mensagem do consultor veio ao encontro da realidade de mercado reforçada pelo presidente do Conselho Diretivo da Abigraf Nacional, Julião Flaves Gaúna. Com a constatação de fechamento de pelo menos 5% do volume total de gráficas brasileiras nos últimos três anos (hoje são 19.326 empresas), Julião acena para a necessidade urgente do gráfico entender o mercado atual. “O empresário gráfico precisa se conscientizar de que não somos mais uma indústria de impressão, e sim de comunicação. Isso passa pelo fato de que estamos imprimindo muito além do papel, com vários outros substratos, como madeira, cerâmica, plástico, entre outros. Quem não perceber isso vai ficar fora do mercado”.

Segundo ele, na média, o setor  vai fechar o ano no “zero a zero” em termos de crescimento, mas com um viés de alta para 2020. “A economia já deu sinais de aquecimento, embora pequeno, e isso vai refletir diretamente no nosso setor. Mas só vai se beneficiar o empresário que estiver preparado e isso passa por reciclar os conhecimentos, ser participativo nas entidades e estar atento às mudanças nas formas de consumo de produtos e de informação”.

Para acessar as fotos: https://www.facebook.com/sigepabigrafparana – crédito: Amarildo Henning

 

 

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