Manifesto: chega de embalagens feias por Fábio Mestriner*

Estética é primordial na escolha do produto e vem antes de quesitos como segurança, conforto e até necessidades específicas do consumidor.

Diz o ditado que “o feio vende-se mal”. A sabedoria popular não poderia estar mais certa quando a frase é aplicada às embalagens.

A ideia deste artigo me surgiu ao abrir uma embalagem de panetone. Fiquei impressionado com a qualidade gráfica, os relevos, vernizes e hot stamping, recursos que foram aplicados para embelezar e tornar mais atraente o produto. O laço de fita impresso na embalagem sugere presente, o ato de presentear e receber, algo que certamente valoriza tudo: o produto, quem compra, quem oferece e quem recebe. Valoriza inclusive a marca e a própria embalagem.

Em 2009, a Associação Brasileira de Embalagem (ABRE), por meio de seu Comitê de Assuntos Estratégicos, contratou um consultor internacional e realizou um workshop de três dias com os maiores especialistas brasileiros para estudar em detalhes o valor da embalagem. A conclusão do estudo, depois comprovado pela empresa global de pesquisas GFK, é que valor para o consumidor é aquilo que ele percebe.

No documento publicado pelo grupo de trabalho que realizou o estudo da ABRE, intitulado Diretrizes Estratégicas para a Indústria de Embalagem”, há uma lista com os atributos pelos quais o consumidor percebe valor na embalagem.

São eles:

Beleza e estética

A embalagem deve ser atraente e chamativa, ter visual agradável e ser informativa.

Conveniência e praticidade

A embalagem deve proporcionar rapidez no uso e agilidade, conforto, despreocupação e segurança, facilidade de transporte, armazenamento, conservação e manuseio, tanto na abertura quanto no refechamento, e ter formato anatômico.

Segmentação clara

A embalagem deve evidenciar as diferenças entre formatos, tamanhos e tipos, atender as necessidades especificas e permitir a compreensão imediata da função e dos atributos diferenciais do produto.

Como se pode notar, beleza e estética vêm em primeiro lugar porque esse é o atributo pelo qual o consumidor percebe valor ao olhar para o produto. Os demais entram em ação num segundo momento, podendo ser inclusive descartados caso a aparência do produto não agrade ou entusiasme o consumidor a comprá-lo.

Pois bem, diante disso, fica evidente que a apresentação estética, a forma, a beleza das imagens e a aplicação de recursos que valorizam a embalagem são fatores decisivos para transmitir valor percebido e não podem mais ser ignorados pelos responsáveis por conduzir seus produtos num mercado cada dia mais competitivo.

Chega de embalagens feias, as empresas deveriam vestir seus produtos como as mães vestem seus filhinhos para levar numa festa. Afinal, o que são os supermercados, lojas e shopping centers se não os templos da modernidade, onde a grande festa do consumo acontece?

Exemplos de boas embalagens, na opinião do articulista.

exemplos de boas embalagens, na opinião do articulista.

*Fábio Mestriner é designer e consultor da Ibema Papelcartão.

 

Por Silvio Molin, consultor de empresas

A única certeza!

Esse ano que se encerra deixa como legado para o ano que se inicia uma substancial dose de otimismo, ao mesmo tempo que nos convida a profundas reflexões acerca das possíveis transformações no ambiente de negócios.
Uma guinada à direita nas últimas eleições reascendeu o ânimo, que a tempo vinha esmorecido, no potencial de crescimento de nosso país. De lá pra cá, investimentos bilionários já foram anunciados por empresas privadas e o grau de confiança empresarial teve alta agora em novembro e registrou o maior nível desde abril de 2014, apontou a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Podemos entrar em um novo ciclo de crescimento que venha beneficiar muitos setores, no entanto, cabe lembrar que o Brasil se encontra em uma situação bastante fragilizada e com um governo que por muitos anos tratou a todos, ou quase todos, de uma forma muito paternalista. Vejam que o Índice de Liberdade Econômica, compilado pela Fundação Heritage, coloca o Brasil, em 153° lugar entre 180 países em termos de abertura comercial. E se quisermos crescer economicamente, a abertura comercial será inevitável, e junto dela a oportunidade de alíquotas menores para a importação de equipamentos de produção entre outros, mas também por outro lado, a possibilidade de um aumento na concorrência em função de produtos que já venham impressos. Além disso, economias mais abertas são mais inovadoras e seus mercados mais competitivos.
Serão encontradas muitas resistências para a implantação de uma agenda mais liberal, pois para que possamos sentir os benefícios dela, talvez antes, tenhamos que abrir mão do protecionismo exagerado que nos aconchegou esses anos todos, e isso vai gerar um certo desconforto porque exigirá de nós um comportamento muito diferente a frente da empresa que administramos, mas também abrirá uma série de oportunidades em diferentes frentes de negócios.
Esse ano também nos convidou a uma série de questionamentos sobre o setor em que atuamos. Vimos por mais um período muitas gráficas, entre grandes e pequenas, fechar ou entrando em declínio financeiro. Vimos uma grande livraria multinacional encerrar as atividades no Brasil e as duas maiores redes de livrarias nacionais entrar com pedido de recuperação judicial recentemente. Os números do PIB do nosso setor ajudam a entender parte: PIB por trimestre 2018/2017 1T18 / 1T17 2T18 / 2T17 3T18 / 3T17 PIB do Brasil 1,21% 1,03% 0,8% PIB do Setor Gráfico -0,5% -2,6% 5,0%
O PIB do setor gráfico vem se mantendo no campo negativo desde 2012 e os dois primeiros trimestres desse ano deram continuidade a essa queda. Embora o crescimento no terceiro trimestre tenha se mostrado robusto, é importante lembrar que ele teve um estímulo extra com a pontualidade dos impressos relacionados às eleições. Observem que por mais que o PIB do Brasil cresça, o PIB do setor gráfico se mostra frágil e sinaliza que um crescimento econômico no país não necessariamente se traduzirá em crescimento para o nosso setor. Um dos fatores é a grande participação das commodities na composição do PIB brasileiro e um desempenho moderado do setor industrial e de serviços que poderia gerar mais trabalhos ao setor gráfico.
Mas também, não podemos deixar de mensurar a grande força das mídias digitais que vem absorvendo cada vez mais uma fatia maior dos investimentos em propaganda e comunicação.
A direção ao liberalismo poderá trazer com o passar do tempo e a assertividade e aprovação das medidas necessárias, um fortalecimento maior dos setores industriais e de serviços, e consequentemente um possível aumento da demanda de serviços impressos, ao mesmo tempo que em que o avanço da tecnologia e uma abertura de mercado possam fazer uma pressão no sentido contrário.
Neste cenário a única certeza que temos, é que tudo vai mudar!
É assim desde o nosso nascimento, desde a abertura da nossa empresa. Tudo está em constante movimento e as mudanças estão acontecendo de forma cada vez mais acelerada. Embora o ambiente em transformação, nós dificilmente agimos para promover o nosso aprendizado e da nossa equipe e gerar o movimento para aproveitar as oportunidades que o mercado vai nos oferecendo.
A morte de uma empresa nunca é causada por um acidente trágico e inesperado. É um processo lento e na maioria das vezes imperceptível aos olhos de seus gestores. Quando estes percebem os primeiros sintomas de que as coisas não estão tão bem assim, os danos já podem ter comprometido alguns anos de bons resultados.
Caro empresário gráfico! Independente de aumentar ou diminuir a demanda de serviços para o setor de impressão nos próximos anos, lembre-se: não é o aumento de vendas e nem a tecnologia mais moderna de produção que vai garantir a saúde da sua empresa. O que alimenta a sua empresa é o lucro e a geração de caixa livre.
Lembre-se que tudo vai mudar. É nossa única certeza. Mudamos na direção correta ou ficaremos nas páginas passadas dos calendários da história.

Um ótimo 2019 a todos!

Silvio Molin
Consultor de Empresas
(41) 99105.1514
silvio@molin.adm.br

Boleto mensalidade Novembro/2018 – vencimento 30.nov.2018 – Problemas

Boa tarde Senhores(as) Associados(as),

Informamos que o boleto encaminhado – via correios – referente à mensalidade associativa nov.2018, com vencimento em 30.nov.2018 está com problemas.

Já estamos em contato com o Banco do Brasil para solução, porém e infelizmente, nossa expectativa é de que esse problema pontual não seja solucionado até o vencimento desse boleto que vence amanhã – 30.nov.2018.

Assim e pedindo desculpas pelos eventuais transtornos colocamos as seguintes opções para pagamento dessa contribuição:

1. Para todas as empresas gráficas associadas:
Depósito / transferência para Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado do Paraná – CNPJ 76.678.242/0001-09 – Banco do Brasil – Ag. 1518-0 – c/c 5704-5 e, na sequência, encaminhar o comprovante via e-mail para a devida baixa.

2. Para empresas gráficas da região metropolitana de Curitiba:
Informar que o pagamento está à disposição na empresa que encaminhamos motoboy para recebimento via recibo.

Se nesse meio tempo tivermos solucionado o problema encaminharemos via e-mail novo boleto para substituição ao anteriormente enviado via correio.

Novamente pedimos desculpas pelo ocorrido e contamos com sua compreensão!

Ficamos à disposição para dirimir eventuais dúvidas.

Atenciosamente,

Rubens E. de Campos
EXECUTIVO
41 9173.8172| 41 3253.7172

abigrafpr@milenio.com.br
R. Augusto Severo, 1050, Alto da Glória | Curitiba-PR | CEP: 80030-240
www.sigep.org.br | facebook.com/sigepabigrafpr