Sigep: 78 anos preparando e estimulando o empresário gráfico

Julho, mais precisamente o dia primeiro, marca os 78 anos do Sigep (Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado do Paraná). Perto de oito décadas de existência, a entidade simboliza a força e união de empresários gráficos em prol do desenvolvimento do setor. Hoje, ao lado da Abigraf-PR, é o porto seguro que acolhe, prepara e estimula seus associados a superarem os desafios gerais da economia brasileira e os específicos da indústria gráfica.

A entidade foi se fortalecendo com a contribuição de cada uma das 29 diretorias empossadas até hoje e isso, na visão do atual presidente, Edson Benvenho, é o que mais o setor gráfico paranaense pode se orgulhar. “Você olha a história e vê quanto empenho e dedicação cada um dos presidentes e diretores deram, levando-se em conta as condições possíveis para cada época. Não é fácil administrar uma entidade que representa um setor tão essencial para a economia brasileira, pois lidamos com uma série de desafios que extrapolam o dia a dia de nossas empresas. É preciso uma visão global, muito conhecimento e, principalmente, comprometimento para fazer a entidade ser cada vez mais importante na vida dos associados”.

O surgimento do Sigep foi oficializado em 1 de julho de 1943, mas seis anos antes já dava seus primeiros passos. Os registros em uma ata mostram que em 31 de maio de 1937 um grupo de empresários já se reunia para discutir assuntos como tabela de preços e a atração de mais empresas para o grupo. Nessa época, o nome era Sindicato dos Empregadores em Artes Gráficas e Classes Anexas do Paraná, que tinha como presidente Clotário Carvalho Cruz. Esses encontros seguiram até 1943, quando o Ministério do Estado dos Negócios do Trabalho, Indústria e Comércio aprovou, em 1 de julho, o estatuto e reconheceu o Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado do Paraná como entidade que representava as indústrias gráficas no estado. O primeiro presidente foi Argonauta Phaetonte Alves, que ficou no cargo até 1952.

Fundador da Fiep

O Sigep já era tão ativo que foi um dos sindicatos fundadores da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), que nasceu em 18 de agosto de 1944 por iniciativa do delegado do Ministério do Trabalho do Paraná, Álvaro Albuquerque. O objetivo era ter uma entidade que representasse todos os sindicatos. E a força do Sigep ficou ainda mais evidente quando um dos seus membros mais ativos, Heitor Stockler de França, foi escolhido como presidente da Fiep, ficando 13 anos seguidos no cargo.

Nos anos 50, sob a presidência de Oscar Schrappe Sobrinho, da Impressora Paranaense, o Sigep se fortaleceu e ganhou reconhecimento como sindicato atuante, principalmente porque evidenciou a sua luta pelos empresários. Em 1 de outubro de 1952, por exemplo, a diretoria firmou um documento em que pedia que o governo não interviesse no setor, o que vinha acontecendo com a criação de gráficas em autarquias. O assunto incomodava também outros estados, tanto que serviu de base para a realização do I Congresso da Indústria Gráfica, em junho de 1965, em São Paulo, o que acabou dando origem à Abigraf (Associação Brasileira da Indústria Gráfica). Mais tarde, regionais da Abigraf foram surgindo por todo o Brasil, inclusive no Paraná, onde a Abigraf-PR foi criada em 4 de março de 1969. Desde então, Sigep e Abigraf-PR vêm atuando juntos nos interesses dos empresários gráficos.

Mais associados

Nos anos 70, um dos focos foi a atração de mais empresas para a base do sindicato, com visitas da diretoria em gráficas de todo o Paraná. Porém, não bastava trazer novos associados, era preciso repassar conhecimento a eles. Assim, surgiram ações como o I Encontro dos Industriais Gráficos do Paraná (maio de 1971), o boletim Opinião Gráfica (criado em dezembro de 1986, que, em 1998, se transformou na Revista Pré.Impressão), o InformAÇÃO – Fórum Paranaense de Tendências para a Indústria Gráfica (em 2001), o Prêmio Paranaense de Excelência Gráfica Oscar Schrappe Sobrinho (em 2002), entre outras. Além, é claro, do incentivo à participação em diversas feiras e eventos no Paraná e no Brasil, como o Congresso Brasileiro da Indústria Gráfica, que teve três edições no Paraná . O contato com os associados também foi se expandindo por meio das unidades do Sigep criadas pelo interior do Paraná e por meio de cursos e palestras em sua nova sede própria, inaugurada em dezembro de 2002, em Curitiba.

Para Edson Benvenho, o desafio atual é engajar ainda mais os associados. “Antes mesmo da pandemia, já vínhamos nessa missão de trazer o empresário gráfico para mais perto das nossas decisões. A razão de entidades como o Sigep/Abigraf-PR existirem é o quanto elas podem ajudar o empresário a melhorar os seus negócios. Mas não conseguimos fazer isso sozinhos. Até mesmo para mapearmos as demandas precisamos que o associados participem, deem suas opiniões, tragam seus problemas. Os anseios de cada um vão se reverter em soluções a todos. Portanto, aproveito mais este momento de celebração dos 78 anos para convidar todos a participarem do nosso dia a dia. Se ainda não dá para ser presencialmente, que seja por meio de nossas reuniões e eventos online”.

:: Cerimônia de Posse da ABIGRAF Nacional ::

Foi realizada em 01 de junho de forma virtual, a Posse da Diretoria da ABIGRAF Nacional para o triênio 2021-2023.

A Cerimônia que foi transmitida da sede da ABIGRAF, em São Paulo, contou com as presenças do Presidente da Diretoria Executiva da ABIGRAF Nacional – Dr. Levi Ceregato, Presidente do Conselho Diretivo -, Sr. Julião Flaves Gaúna, Presidente eleito – Sidney Anversa Victor, do Sr. João Scortecci que assume a partir desta data a Presidencia da ABIGRAF Regional São Paulo e Sr. Wilson dos Santos, Vice Presidente da Regional Ribeirão Preto.

Em um discurso emocionado, o Presidente Levi Ceregato, relembrou a trajetória de dois mandatos à frente da ABIGRAF Nacional, destacando o intenso trabalho realizado em sete anos e os principais desafios enfrentados, que lhe conferiram aprendizado e crescimento. Salientou com alegria os momentos de grandes conquistas e realizações, fazendo menção a todos os que colaboraram para o êxito de sua gestão, com sinceros agradecimentos.

Ao empossar o novo Presidente Sidney Anversa Victor, Levi Ceregato, deu a ele valorosos e sábios conselhos, pautados na experiência de quem já trilhou o “caminho das pedras”. E salientou: “A pessoa carrega a bandeira, mas o que fica é a marca da Abigraf, é a grife.”

Com toda diplomacia que lhe é inerente, Levi Ceregato, passou o legado ao novo presidente, desejando-lhe muito êxito e afirmando seu compromisso em apoiar e contribuir para o sucesso da nova gestão.

O presidente Sidney Anversa Victor emocionou a todos com sua história de vida e trajetória até chegar à ABIGRAF. Sidney Anversa ressaltou: “É um grande desafio assumir a entidade que é a “cara” da Indústria Gráfica no Brasil, tem que saber dividir as coisas entre pessoas, entre os seus diretores, entre a parte política. Tem que dormir pensando na Abigraf, levantar pensando na Abigraf, vestir a camisa da Abigraf, mas conto com toda Diretoria para fazer uma gestão inovadora e tocar esse barco”.

Com entusiasmo e simplicidade que cativa a todos, Sidney Anversa, ainda desafiou os gráficos a descobrirem sua força, que repousa na unidade e para isso usou uma ilustração muito peculiar : Os búfalos e o leão. “Se nos unirmos para nos defender, se usarmos a força que temos em prol de um objetivo comum, nenhum leão irá nos devorar”, concluiu Sidney.

Ao ser empossado como Vice Presidente, Julião Flaves Gaúna, destacou o trabalho das últimas gestões, parabenizando o Dr. Levi Ceregato e agradecendo a todo o sistema operacional da Abigraf Nacional, que não mediram esforços para que todos os associados, no Brasil inteiro, tivessem todas as informações e orientações de relevância para poder desenvolver o seus negócios.

Gaúna relembrou sua trajetória como Presidente do Conselho e afirmou que agora como Vice Presidente seguirá promovendo ações para as melhores práticas do associativismo, tendo sempre o entendimento de cada regional com as suas diferenças e necessidades. “Assim como fomos uma excelente dupla, Levi e Julião, assim será, Sidney e Julião, vamos trabalhar e unir esforços em um só objetivo, pois só assim, poderemos ser fortes e ter ainda mais representatividade, afirmou Gaúna.”

Após homenagens e em clima de festa, foram empossadas a Diretoria Executiva, Diretoria Plenária e o Conselho Fiscal da ABIGRAF Nacional e os empossados tiveram a oportunidade de um breve pronunciamento para apresentação. Todos se demonstraram agradecidos por fazer parte deste novo desafio e mantiveram seu compromisso em apoiar a nova gestão, trazer pautas e demandas objetivas em prol do setor e trabalhar juntos por uma ABIGRAF ainda mais atuante.

A Cerimônia contou com os patrocínios da AFEIGRAF e da EXPOPRINT, consagrada como a maior feira de impressão das Américas e reconhecida mundialmente pela sua qualidade e por se destacar como um espaço para fechamento de negócios. Esses patrocinadores creditaram e investiram mais uma vez nas entidades representativas da indústria da comunicação impressa e consequentemente no desenvolvimento do setor.

Ao final, o presidente eleito, Sidney Anversa Victor, agradeceu a presença de todos e reafirmou que a Abigraf Nacional vai trabalhar ombro a ombro com as suas regionais, e ao lado de outras entidades representativas, se mobilizando e exercitando a responsabilidade que lhe compete como representante de um dos principais setores da cadeia produtiva da comunicação.

Sigep/Abigraf-PR trazem realidade aumentada para a Revista Pré-Impressão

Coerente com a postura sempre defendida por seus diretores de que o empresário gráfico deve ver a tecnologia como aliada e não como inimiga, o Sigep/Abigraf-PR trouxeram a realidade aumentada para uma das capas da edição 124 da Revisão Pré-Impressão, veículo de comunicação das entidades. O recurso tecnológico, que permite expandir a informação impressa no papel de forma mais detalhada para uma tela de smartphone, por exemplo, foi aplicado em parceria com a Two Sides, importante organização de promoção da sustentabilidade da indústria de impressão e de embalagem.

Com um smartphone ou tablet e com o aplicativo Realidade Aumentada Brasil instalado e aberto, o usuário que apontar a tela para página com anúncio da Two Sides verá um pequeno vídeo animado com o desenrolar da vida do papel. O objetivo é exaltar a importância do papel no mundo.

Para o presidente do Sigep/Abigraf-PR e diretor da Realidade Aumentada Brasil, Edson Benvenho, a parceria com a Two Sides nesta ação tem o foco de reforçar o quanto a indústria gráfica precisa se conscientizar para o fato de que é insensatez ignorar as oportunidades que a tecnologia apresenta. “Como escrevemos na chamada do anúncio, o Sigep/Abigraf-PR estão abrindo portas para o gráfico paranaense para que ele enxergue que só impresso não faz mais a gráfica de hoje. Tem que usar todos os recursos disponíveis, e muitos vão além do papel, como a realidade aumentada. Batemos sempre nessa tecla porque é um caminho sem volta”.

De acordo com Benvenho, por mais que alguns empresários conservadores ainda possam enxergar o digital como ameaça, a diretoria das entidades fez questão de colocar o recurso de realidade aumentada na revista justamente para mostrar todo o potencial que uma campanha dessas tem como atração de clientes e de negócios. “Abre-se uma infinidade de possibilidades para o cliente do empresário gráfico explorar em seus negócios. E se for bom para o cliente do gráfico, será bom para o gráfico, seja na área editorial, promocional ou de embalagem. É lógico que de alguma forma a tecnologia impactou negativamente alguns segmentos da indústria gráfica, mas melhor do que tentar evita-la é se adaptar a ela e tê-la ao nosso lado”.

O gerente da Two Sides Brasil, Fabio Arruda Mortara, classificou como “encantador” o trabalho feito na revista Pré.Impressão. “O Sigep/Abigraf-PR são sempre muito criativos e se superaram mais uma vez usando esta tecnologia da realidade aumentada, que tão bem a Midiograf, por meio do seu diretor Edson Benvenho, sabe fazer. É uma grande oportunidade de divulgarmos os conteúdos da Two Sides sobre sustentabilidade, com a pegada ambiental que o papel tem. Podemos falar das florestas cultivadas que sequestram carbono e produzem papel, que traz educação, sonho e magia para o mundo”.