:: Cerimônia de Posse da ABIGRAF Nacional ::

Foi realizada em 01 de junho de forma virtual, a Posse da Diretoria da ABIGRAF Nacional para o triênio 2021-2023.

A Cerimônia que foi transmitida da sede da ABIGRAF, em São Paulo, contou com as presenças do Presidente da Diretoria Executiva da ABIGRAF Nacional – Dr. Levi Ceregato, Presidente do Conselho Diretivo -, Sr. Julião Flaves Gaúna, Presidente eleito – Sidney Anversa Victor, do Sr. João Scortecci que assume a partir desta data a Presidencia da ABIGRAF Regional São Paulo e Sr. Wilson dos Santos, Vice Presidente da Regional Ribeirão Preto.

Em um discurso emocionado, o Presidente Levi Ceregato, relembrou a trajetória de dois mandatos à frente da ABIGRAF Nacional, destacando o intenso trabalho realizado em sete anos e os principais desafios enfrentados, que lhe conferiram aprendizado e crescimento. Salientou com alegria os momentos de grandes conquistas e realizações, fazendo menção a todos os que colaboraram para o êxito de sua gestão, com sinceros agradecimentos.

Ao empossar o novo Presidente Sidney Anversa Victor, Levi Ceregato, deu a ele valorosos e sábios conselhos, pautados na experiência de quem já trilhou o “caminho das pedras”. E salientou: “A pessoa carrega a bandeira, mas o que fica é a marca da Abigraf, é a grife.”

Com toda diplomacia que lhe é inerente, Levi Ceregato, passou o legado ao novo presidente, desejando-lhe muito êxito e afirmando seu compromisso em apoiar e contribuir para o sucesso da nova gestão.

O presidente Sidney Anversa Victor emocionou a todos com sua história de vida e trajetória até chegar à ABIGRAF. Sidney Anversa ressaltou: “É um grande desafio assumir a entidade que é a “cara” da Indústria Gráfica no Brasil, tem que saber dividir as coisas entre pessoas, entre os seus diretores, entre a parte política. Tem que dormir pensando na Abigraf, levantar pensando na Abigraf, vestir a camisa da Abigraf, mas conto com toda Diretoria para fazer uma gestão inovadora e tocar esse barco”.

Com entusiasmo e simplicidade que cativa a todos, Sidney Anversa, ainda desafiou os gráficos a descobrirem sua força, que repousa na unidade e para isso usou uma ilustração muito peculiar : Os búfalos e o leão. “Se nos unirmos para nos defender, se usarmos a força que temos em prol de um objetivo comum, nenhum leão irá nos devorar”, concluiu Sidney.

Ao ser empossado como Vice Presidente, Julião Flaves Gaúna, destacou o trabalho das últimas gestões, parabenizando o Dr. Levi Ceregato e agradecendo a todo o sistema operacional da Abigraf Nacional, que não mediram esforços para que todos os associados, no Brasil inteiro, tivessem todas as informações e orientações de relevância para poder desenvolver o seus negócios.

Gaúna relembrou sua trajetória como Presidente do Conselho e afirmou que agora como Vice Presidente seguirá promovendo ações para as melhores práticas do associativismo, tendo sempre o entendimento de cada regional com as suas diferenças e necessidades. “Assim como fomos uma excelente dupla, Levi e Julião, assim será, Sidney e Julião, vamos trabalhar e unir esforços em um só objetivo, pois só assim, poderemos ser fortes e ter ainda mais representatividade, afirmou Gaúna.”

Após homenagens e em clima de festa, foram empossadas a Diretoria Executiva, Diretoria Plenária e o Conselho Fiscal da ABIGRAF Nacional e os empossados tiveram a oportunidade de um breve pronunciamento para apresentação. Todos se demonstraram agradecidos por fazer parte deste novo desafio e mantiveram seu compromisso em apoiar a nova gestão, trazer pautas e demandas objetivas em prol do setor e trabalhar juntos por uma ABIGRAF ainda mais atuante.

A Cerimônia contou com os patrocínios da AFEIGRAF e da EXPOPRINT, consagrada como a maior feira de impressão das Américas e reconhecida mundialmente pela sua qualidade e por se destacar como um espaço para fechamento de negócios. Esses patrocinadores creditaram e investiram mais uma vez nas entidades representativas da indústria da comunicação impressa e consequentemente no desenvolvimento do setor.

Ao final, o presidente eleito, Sidney Anversa Victor, agradeceu a presença de todos e reafirmou que a Abigraf Nacional vai trabalhar ombro a ombro com as suas regionais, e ao lado de outras entidades representativas, se mobilizando e exercitando a responsabilidade que lhe compete como representante de um dos principais setores da cadeia produtiva da comunicação.

Histórias – Gráfica Planeta

Com yoga, Cristiane Blum Montes supera luto e inexperiência para manter forte a quase centenária Gráfica Planeta

Quem conversa com Cristiane Blum Montes, diretora da Gráfica Planeta, de Ponta Grossa, enxerga uma gestão serena e equilibrada. Com fala mansa, ela demonstra foco em fazer a empresa se manter viva, apesar de todas as dificuldades destes tempos de pandemia. Até aí nada demais em se tratando de alguém que dirige uma empresa que tem quase 100 anos de história e que já passou por inúmeros períodos de crises econômicas no Brasil. O que espanta é que oito meses atrás Cristiane não sabia nada do ramo gráfico e nem passava por sua cabeça dirigir um empreendimento do porte da Gráfica Planeta. No entanto, Cristiane não teve escolha. Seu marido, Josué Montes, que comandava a gráfica, faleceu de covid-19 em agosto de 2020 e ela se viu obrigada a arregaçar as mangas para manter forte o negócio da família.

E não houve nem tempo para luto ou adaptação. “Um dia depois do meu marido falecer eu estava lá na Planeta tomando conhecimento de tudo. Não tinha opção, pois não havia mais ninguém da família para assumir. Tive que aprender cada detalhe, ir atrás de fornecedor, conversar com funcionários. Trabalhei na produção, no acabamento e fui aos poucos entendendo como funcionava. A cada dia aprendo mais. Claro que contei e ainda conto com a importantíssima ajuda dos meus funcionários, que são como uma família. Alguns estão na gráfica há mais de 50 anos. Esse apoio deles facilitou o meu aprendizado”.

Embora nunca tivesse atuado diretamente no setor gráfico, Cristiane tinha contato com este mundo desde 1993, quando se casou com Josué. O falecido marido já trabalhava na Planeta, acompanhando o pai Davi Montes, que ainda hoje é conselheiro do negócio. Davi havia herdado a empresa do pai João Montes Filho, que fundou a Planeta em 1923 com os amigos Marcos Pereira e José Marcos do Nascimento. Os dois sócios aos poucos foram saindo. “O Josué aprendeu tudo de gráfica na prática. Entrou aos 14 anos limpando depósito e foi passando por todos os setores. No dia a dia sempre conversávamos sobre as coisas da empresa, mas o meu contato com o ramo gráfico ficava nisso. Até porque eu já era dona de uma loja de artesanato, que fica anexa à própria gráfica. Atualmente me divido em administrar a Planeta e a loja”.

Nessa empreitada, Cristiane levou o filho João Blum Montes, estudante de Psicologia, para ajudá-la na administração. Os planos, porém, são que ele contribua mais alguns anos apenas, seguindo a sua carreira de psicólogo depois que se formar.

Foco nas embalagens

À frente da gráfica, Cristiane vai aprendendo as artimanhas do setor, tanto que já tem mantido posição a respeito do nicho ao qual pretende dar mais atenção. “O nosso carro-chefe sempre foram os manuais técnicos para empresas, mas estamos nos tornando fortes também em embalagem por conta da demanda, que tem sido muito boa para várias partes do Brasil. No momento, não pensamos em investimentos, mas se eles acontecerem serão em equipamentos para embalagens de papel, que são o futuro do setor, até porque a sacola plástica tende a acabar”, explica Cristiane, que já projeta um leve crescimento na produção em 2021 em relação a 2020.

Apesar dos planos de investimento, o horizonte da Planeta nas mãos de Cristiane não é tão longe. A intenção dela é vender a gráfica daqui uns dez anos, quando o filho mais novo, hoje adolescente, estiver encaminhado. “Já até recebi propostas, mas não eram vantajosas. Por enquanto vamos levando, mas pode ser que venda no futuro. Quero encaminhar os filhos e ir morar na praia”.

E você pode estar se perguntando de onde vem tanta tranquilidade assim para superar a perda do marido e ao mesmo tempo assumir a responsabilidade de comandar uma empresa quase centenária. Cristiane explica: “Busco levar uma vida equilibrada por meio da yoga e do contato com as plantas. Isso me deixa centrada e reflete em tudo o que faço. Ajuda na conversa com os funcionários, nas negociações e na administração dos negócios. Consigo ter disciplina para superar esses tempos bem turbulentos sem me estressar tanto”.

ALEPHGRAPHICS apresenta clicheria digital completa por USD $49,900

A solução apresentada pela ALEPHGRAPHICS inclui uma gravadora digital flexo CRON HDI 400S, o software RIP Xitron Navigator Flexo Suíte e uma unidade compacta 4 em 1 com expositora, lavadora, secadora e unidade de acabamento de luz.

“O CTP Flexo CRON HDI 400S é uma verdadeira virada de jogo para os impressores de rótulos e etiquetas de banda estreita”, disse Marcos Piskorz, Diretor de negócios da ALEPHGRAPHICS Brasil. “Muitas empresas não podem pagar o alto preço dos equipamentos e os custos proibitivos de manutenção de outros fabricantes com soluções similares. Com um preço inicial de USD $49.900*, agora os impressores de rótulos e etiquetas podem gravar suas matrizes internamente utilizando chapas flexográficas digitais e diminuir sua dependência das clicherias. O formato 17″x22″ (430x560mm) é perfeito para a maioria dos convertedores, e com resolução de até 5080 dpi, esta solução oferece qualidade igual ou superior do que dispositivos muito mais caros.”

CRON HDI Flexo 400S
A HDI 400S grava qualquer chapa flexográfica com camada LAMS (Laser Ablation Mask) de até 17” x 22” (432mm x 560mm), sendo também compatível com chapas Letterpress digitais conhecidas popularmente como Nylon Print (Dry Offset e Tampografia), o que torna um parceiro ideal para trabalhar com as Chapas Flexográficas e Letterpress, ambas base água (revelação totalmente limpa e ecológica) da TOYOBO, que a ALEPHGRAPHICS também distribui.

A gravadora HDI Flexo 400S além de gravar chapas flexográficas pode gravar filmes ablativos e chapas offset de 0,15mm. Essa é a máquina ideal para o pequeno impressor que faz tampografia, impressão offset e impressão de rótulos e etiquetas. Com o sistema de clamp duplo da CRON, a fita adesiva nunca é necessária para fixar a chapa no tambor, independentemente do tamanho da chapa.
A ALEPHGRAPHICS é distribuidor master da CRON em toda a América Latina, e está destacando a HDI 400S para o mercado flexo de banda estreita no Brasil. O grande diferencial da CRON é oferecer uma garantia de dois anos para peças na linha HDI.Outras opções de gravadoras HDI são a HDI Flexo 600 (660x560mm), HDI Flexo 920 (920x675mm), HDI Flexo 1200 (1000x1200mm), HDI Flexo 1600 (1524x1200mm) e finalmente a HDI Flexo 2000 que grava chapas de até 2032x1270mm (80×50″). Todos os modelos tem como opcional a resolução de até 9600 dpi e velocidades de até 4.6m² por hora.

RIP Xitron Navigator Flexo Suite
O RIP Xitron Navigator Flexo Suite é uma coleção totalmente integrada de ferramentas de fluxo de trabalho projetadas especificamente para uso com os atuais sistemas Computer-to-Plate para Flexografia.

Navigator RIP
O primeiro RIP compatível com PDF 2.0 disponível. A Xitron vendeu mais de 35.000 RIPs Navigator em todo o mundo devido à sua consistência, velocidade e precisão de renderização. Os recursos integrados incluem resoluções definidas pelo usuário de até 9.600 dpi.

Fluxo de Trabalho Navigator
Intuitivo, fácil de configurar e usar, o Navigator Workflow é um sistema baseado em cliente-servidor. Os clientes podem ser instalados em estações de trabalho Mac e PC e os operadores podem manter o controle completo de seus trabalhos desde o envio até a conclusão. O Preview avançado no nível de pixel adiciona outro nível de precisão e confiança.

Navigator Plate Controller
Com a tarefa de montar todos os seus trabalhos e suas várias chapas, o Navigator Plate Controller emprega uma interface de usuário simples, juntamente com a funcionalidade de arrastar e soltar. Os operadores selecionam as separações 1-bit TIFF dos trabalhos recebidos e preenchem a chapa para economizar o máximo de material possível.

SmartFlexo Screening
Assuma o controle total de suas necessidades de retículas especiais para flexográfia com o SmartFlexo. Ajuste as configurações para otimizar os resultados na chapa selecionando os pontos de mudança de AM para FM. Remova pixels de pontos de meio-tom e áreas sólidas para melhor cobertura de tinta com menos tinta. Mantenha os pontos em áreas de destaque difíceis de segurar com as várias opções do SmartDot.

*Preço FOB Shanghai

Para mais informações entre em contato com:
Marcos Piskorz
+55 (41) 99845-0112 / www.alephgraphics.com.br

Histórias – Vitória Gráfica

Perto dos 85 anos e longe de se aposentar, senhor Cristovam Linero conduz a vida e a Vitória Gráfica com foco e dedicação


Histórias de Nossas Gráficas: Vitória Gráfica

O que você imagina estar fazendo quando chegar aos 85 anos de idade? Ter tempo livre para aproveitar a aposentadoria? Passar horas perto da família? Fazer aquelas atividades que sempre adiou por causa da correria no trabalho? Se são esses os seus planos, é melhor não pedir conselhos para o diretor da Vitória Gráfica, Cristovam Linero. Perto de completar 85 anos de idade, em 12 de março, o senhor Cristovam é um daqueles apaixonados pelo o que fazem e que estão longe de cogitarem parar de trabalhar.

E trabalhar, para ele, não é apenas dar aquela passadinha na gráfica para fazer de conta que tem uma ocupação. O senhor Cristovam dá expediente todos os dias das 6h45 às 18h30, inclusive em alguns finais de semana. Com a experiência acumulada em mais de 70 anos no setor gráfico, ele faz o gerenciamento estratégico do negócio e, quando precisa, até opera as máquinas. “A família pede para eu parar, mas aí eu vou ficar chato, pois gosto muito do que eu faço”.

E essa paixão não é de hoje. O senhor Cristovam se encantou pelo mundo da impressão por influência do pai, Afonso Linero, que abriu a Gráfica Linero em 1951, em Curitiba. Em 1953, a gráfica foi vendida, mas nesse mesmo ano os irmãos Linero (Pedro, Cristovam, Artur, e Hilário) compraram a empresa de volta.

O negócio foi tocado pelos quatro até 1960, quando Cristovam, Artur e Hilário compraram a Gráfica Vitória, que já funcionava em Curitiba, e Pedro continuou com a Gráfica Linero. Em 1990, os três donos da Gráfica Vitória dividiram o negócio, sendo que o senhor Cristovam ficou com uma parte, passando a chamar Vitória Gráfica, nome atual.  “Desde 90 passei a tocar a Vitória Gráfica junto com os meus filhos Josemar, Jeferson e Joseli, que faleceu em agosto de 2017”.

Ele conta com orgulho de como deu os primeiros passos no ramo gráfico. “Quando meu pai comprou a gráfica, larguei os estudos para ajudar. Tinha entre 14 e 15 anos e já trabalhava 12 horas por dia, aprendendo o oficio de impressor. Meu pai era ótimo profissional e me ensinava impressão tipográfica. Ele era rígido, pedia muita dedicação e não aceitava quando a gente errava. Por isso, eu prestava muita atenção e isso ajudou muito no aprendizado”.

Foi nessa época também que tomou gosto por algo que defende muito nos dias de hoje: a leitura. Como não havia televisão, as informações chegavam por meio do rádio e da leitura de livros. “Eu lia muitos livros técnicos e isso ampliava o aprendizado. Acho importante a leitura em material impresso e falta esse incentivo hoje, principalmente nos jovens”.

Muito trabalho

Quando os irmãos Linero compraram a gráfica, se revezavam na operação da empresa 24 horas por dia para dar conta da grande demanda de serviços. Não havia funcionários e nem equipamentos automatizados. A produção, manual, era voltada para serviços administrativos, como notas fiscais, fichários, entre outros.

Em 1960, quando o senhor Cristovam, Arthur e Hilário passaram a tocar a Gráfica Vitória, eles contavam com quatro funcionários e com poucos equipamentos. A primeira Heidelberg de Leque, tipográfica, foi comprada em 1966. Em 1970 a empresa já tinha cinco máquinas automáticas, produzindo panfletos, formulários e notas fiscais, tudo em preto e branco. Nesse ano, o quinto irmão, Luiz Fernando, passou a colaborar na Gráfica Vitória, em que ficou por oito anos. Depois, passou no concurso de auditores da Receita Federal. Sempre foi e continua sendo o conselheiro tributário dos irmãos Linero.

Em 1980, a empresa comprou a primeira offset, o que contribuiu para ampliar a produção de promocional e de embalagem. A primeira bicolor foi adquirida em 1995”.

Ao longo dos seus mais de 30 anos, a Vitória Gráfica sempre se manteve firme e com o foco em prestar serviços de qualidade, estando próxima do seu cliente. O forte hoje é o trabalho nos segmentos editorial, com livros e revistas, principalmente para o setor educacional. O senhor Cristovam conta que a empresa sempre se manteve sólida e com os pés no chão, sem dar um passo maior do que a perna. Por este motivo, por exemplo, prefere não fazer grandes investimentos no mercado digital. O atendimento a clientes desta área é feito em parceria com outras empresas.

Trabalho de educação do mercado

Em toda a sua trajetória de empresário no setor gráfico, o senhor Cristovam Linero se preocupou em contribuir para melhorar a performance das empresas, sobretudo das pequenas. O fato da Vitória Gráfica estar ativa em um segmento em que tem sido comum o fechamento das gráficas é fruto de uma inquietação que o senhor Cristovam já apresentava no início dos anos 70 em relação aos preços dos serviços praticados pelo setor.

Ele já era membro da diretoria do Sigep/Abigraf-PR quando começou a “pregar” a ideia de que o empresário tinha que conhecer seus custos para poder formar o preço de venda dos serviços. “Lembro que íamos ao interior do Paraná fazer palestras para os empresários e víamos muita simplicidade, com falta de conhecimento básico de gestão e de custos. Por isso, criamos uma tabela de preços para valorizar o serviço deles. Ainda assim, alguns diziam que não poderiam cobrar o valor que daria lucro porque os clientes não teriam condição de pagar. Ou seja, às vezes trabalhavam tendo prejuízo ou muito pouco lucro. Mas o pior é perceber que até hoje tem muito dono de gráfica que faz orçamento para o cliente sem saber ao certo seus custos”.

O senhor Cristovam alertava para a questão dos custos porque via muita discrepância no mercado, com concorrentes vendendo um impresso praticamente pela metade do que teria custado. E ele via este problema porque tinha aprendido a fazer os cálculos dos custos para a Vitória Gráfica. Como sempre foi interessado em aprender, já havia estudado por conta própria sobre formação de preço. Depois, melhorou os conhecimentos no Encontro dos Industriais Gráficos do Estado do Paraná, em 1972, com um professor do Senai/SP. “Ele deu uma apostila, que fui adaptando em relação ao que mais funcionava para o pequeno empresário. A gráfica era um negócio rentável, com média de uns 20% de lucro por produto. Hoje essa margem não chega a 10%. Por isso, mesmo na época de bons serviços muita empresa quebrou porque não sabia calcular os seus custos adequadamente. Por outro lado, saber disso fez muitas gráficas conseguirem se manter até hoje no mercado”.

Dirigente combativo

Essa consciência de ajudar sempre acompanhou o senhor Cristovam em suas atividades como membro do Sigep/Abigraf-PR. Ele conta que entrou para as entidades “meio que por acaso”. “Fui coagido, no bom sentido, a entrar no sindicato, porque um membro que iria compor a diretoria em que o Jorge Aloysio Weber seria o presidente, em 1971, foi vetado. Como eu era amigo do Raul Bley Maia, advogado do sindicato na época, ele pediu os meus documentos e me incluiu na chapa. Eu não queria, porque era pequeno empresário e sem tempo, mas acabei entrando. Aí, como estava na diretoria, fui muito ativo, e acabei me tornando presidente nas gestões de 1977/1980 e 1980/1983”.

Desde que entrou nas entidades, o senhor Cristovam sempre teve o foco em apoiar os pequenos empresários. Além de incentivar a gestão de custos nas empresas, enquanto presidente ele conseguiu reduzir o IPI de 15% para 0%, e o ISS, de 18% para 5%.

Mesmo depois dos seus dois mandatos, o senhor Cristovam se manteve ativo nas entidades, muitas vezes pontuando suas preocupações. Sempre deixou claro, por exemplo, que não concorda com as políticas de negociação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que, ao seu ver, favorecem as gráficas maiores. Também é combativo no formato do Prêmio de Excelência Gráfica Oscar Schrappe Sobrinho, o qual, diz, precisa ser mais aberto ao mercado e aos consumidores em geral para que todos percebam a importância dos materiais impressos no desenvolvimento intelectual e econômico. “Também defendo que as nossas entidades precisam forçar mais junto aos governos o incentivo à leitura de livros e a utilização de cadernos para desenvolver melhor o raciocínio das crianças”.

Por conta de divergência de pensamentos, preferiu ficar afastado das entidades entre 2013 e 2019, voltando na gestão de Edson Benvenho, em que ocupa o cargo de suplente. Voltou, diz, porque ainda quer contribuir com o setor. “Sou persistente e confiante. Aqui na gráfica, por exemplo, conseguimos passar por todas as dificuldades que a pandemia trouxe sem precisar demitir ninguém. Sempre vejo que, com empenho, conseguimos superar as dificuldades e por isso também quero continuar dando a minha visão e contribuição para o Sigep/Abigraf-PR. Mesmo com todas as decepções que tive no setor gráfico, vou continuar firme, pois isso faz toda a diferença.”

Esse é o Cristovam Linero, um senhor bom de papo, cordial e justo com seus propósitos de vida.

Ah ....e que nunca na vida tirou férias de 30 dias. “Os 15 dias de férias coletivas no fim do ano já estão bons demais”, brinca.

Histórias – Kamaro

Um longo caminho percorrido é uma construção diária de histórias. E a nossa foi construída através de muitas histórias. Todos os nossos parceiros construíram sua trajetória e agora, nós temos o prazer de trazer a vocês um pouco dessa jornada.


Histórias de Nossas Gráficas: Kamaro Indústria Gráfica

O Sigep/Abigraf-PR vão contar um pouco da história das gráficas associadas, com nossa visão de como essas empresas vêm superando os desafios do setor e evoluindo ano após ano. Começamos com a Kamaro Indústria Gráfica, dirigida pelos empresários Lucio Marin e Tarcizio Antonio Marin, que também faz parte da nossa diretoria. A Kamaro está localizada em Pato Branco, de onde tem estrutura e competência para atender todo o território brasileiro com frota própria. São mais de 40 anos de tradição em soluções para embalagem.

A empresa possui capacidade de conversão de aproximadamente 1.200 toneladas/mês entre cartões duplex e tríplex. Possui uma linha de produtos diversificada para atender a demanda na área de alimentos, congelados e pratos prontos, microondulados, frigorificados, visores, farmacêutica, além de embalagens diversas.

Os produtos seguem as rigorosas normas de segurança e qualidade e evidenciam o compromisso da Kamaro com a preservação do meio ambiente. A empresa possui certificações internacionais, como a "FSC®", que confirma o compromisso em transformar papel cartão vindo de fontes de reflorestamento, e a “Printed With Soy Ink”, que determina que todas as tintas sejam provenientes de recursos vegetais, além do BPF (Boas Práticas de Fabricação), emitido pela Anvisa.

Destaque também para os diversos acabamentos e serviços especializados para que as embalagens dos clientes sobressaiam nas gôndolas. E nada melhor para uma embalagem ser atrativa do que o uso correto das cores. Por isso, a Kamaro investe pesado em maquinários de última geração, com calibração de tinta comandada por computadores, para que as cores sejam impressas exatamente como deve ser.

Novos investimentos

A filosofia da empresa é o que está bom pode e sempre deve melhorar. Por isso, a Kamaro está anunciando a aquisição de duas impressoras da consagrada plataforma Rapida. Uma delas é a Nova Rapida 76-6+L Híbrida, considerada a primeira impressora da América Latina com essa versão. Ela trabalha com velocidade de produção de até 18 mil folhas por hora. Trata-se de um equipamento versátil, com tecnologia de câmera que lê todas as folhas e desacoplamento automático das rolarias. Na visão do executivo de vendas da Koenig & Bauer, Douglas Guedes, esta máquina realmente fará a diferença para a Kamaro atender os seus clientes.

A outra máquina é a Rapida 105-6+L Híbrida, que chega para aumentar a flexibilidade e agilizar a produção. Os equipamentos imprimem diferentes substratos como papel, papelcartão, filme e microondulado.

Os investimentos colocam a Kamaro em um novo patamar no ponto de vista tecnológico, pois trazem ainda mais capacidade de atender as necessidades da diversificada e exigente carteira de clientes da empresa. Ao mesmo tempo, deixam a gráfica segura para antecipar tendências e conquistar novos negócios.

Diante dos desafios cada vez maiores do mercado, a Kamaro sabe que entender o que o cliente precisa imprimir é o primeiro passo para alinhar os investimentos nos equipamentos adequados, como a empresa acabou de fazer.

KAMARO

Carnaval é feriado?

feriados municipio CURITIBA

CARNAVAL É FERIADO?

Oficialmente, a terça-feira de Carnaval não é considerada feriado nacional, apesar de comemorarmos há mais de 280 anos e ser parte da cultura brasileira. A título de conhecimento, registramos que são feriados nacionais declarados em Leis Federais as seguintes datas:

– 1º de janeiro – Confraternização Universal – Lei 10.607, de 19/12/2002
– 21 de abril – Tiradentes – Lei 10.607, de 19/12/2002
– 1º de maio – Dia do Trabalho – Lei 10.607, de 19/12/2002
– 07 de setembro – Independência – Lei 10.607, de 19/12/2002
– 12 de outubro – Nossa Senhora Aparecida – Lei 6.802. de 30/06/1980
– 02 de novembro – Finados – Lei 10.607, de 19/12/2002
– 15 de novembro – Proclamação da República – Lei 10.607, de 19/12/2002
– 25 de dezembro – Natal – Lei 10.607, de 19/12/2002

É fato que algumas Leis Municipais também declaram o Carnaval como feriado e, portanto, recomendamos que verifiquem essa questão junto à Prefeitura da sua cidade ou questionem os seus contadores sobre a legislação da localidade. Ressaltamos, contudo, que leis dessa natureza são passíveis de serem questionadas quanto a sua constitucionalidade, diante da ausência de competência legisferante do Município para legislar sobre feriados dessa natureza.

É importante destacar que o não cumprimento de Lei Municipal que institui o feriado de Carnaval depende da declaração de inconstitucionalidade pelo Poder Judiciário, sem essa declaração, que pode ocorrer em ação individual ou coletiva ajuizada por entidade sindical, a mesma deve ser cumprida.

Logo, caso o Município tenha promulgado Lei que institui o feriado de Carnaval e essa não tenha sido declarada inconstitucional pelo Poder Judiciário, o feriado de Carnaval deve ser mantido. No ano de 2021, temos ainda a questão do cancelamento de festas em razão da pandemia, sendo mais importante esse cuidado com a lei municipal em questão. Os grandes centros, em que pese o cancelamento de festa, manterão ponto facultativo.

Por fim, no intuito de aliar os interesses da empresa à cultura nacional, apresentamos algumas alternativas para que os funcionários possam usufruir dessa folga sem sofrer prejuízos em seus salários:

1ª) Compensação de horas mediante acordo coletivo de banco de horas;
2ª) Compensação dessas horas mediante acordo de compensação (compensação do excesso de horas de trabalho em um dia/período pela correspondente diminuição em outro) desde que não ultrapasse o limite máximo diário estabelecido por lei, observado o acordo coletivo da categoria;
3ª) Liberalidade por parte da empresa (concessão de folga).

Quanto a última opção, alertamos que a reiterada concessão de folga no dia de Carnaval ou no dia anterior pode ser interpretada como alteração tácita do contrato de trabalho. Ou seja, em eventual ação trabalhista, a Justiça do Trabalho pode entender pela existência de direito adquirido do trabalhador de folgar nesta data, sem possibilidade de objeção por parte do empregador.

Gerência de Relações Sindicais