Coronavírus: oito aprendizados para o setor de embalagens pós-crise

*Por Fábio Mestriner

Tenho acompanhado com muita atenção os desdobramentos da crise que enfrentamos e, confesso, que nunca vi tantos palpites, análises equivocadas e opiniões sem fundamento ganharem espaço e destaque na mídia. Estamos diante de algo novo que ainda tentamos entender, sabemos que as consequências serão graves, mesmo sem termos ainda uma clara noção da escala em que esses acontecimentos afetarão a economia e, consequentemente, o modo de vida. Como já está evidente, epidemias acontecem e devemos, doravante, considerá-las eventos prováveis, sobre os quais teremos que lidar.

Algumas avaliações que encontrei, deram partida nas considerações que apresentei para a reflexão. Lembro que não tenho a pretensão de oferecer certezas científicas, apenas observações que os estudos e minha experiência na área de design de embalagens me ajudam a conceber sobre como é possível as embalagens se beneficiarem dessa nova situação e onde estão as oportunidades para o nosso setor. Então, vamos a elas:

1. Vida pós-crise
Fala-se em “novo normal”. Isso quer dizer que a nossa vida deve, daqui para a frente, considerar o imprevisto, novas epidemias e crises econômicas como fatos “normais”. A incerteza e os novos aprendizados que essa situação nos trouxe devem ser incorporados e farão parte da vida. Para mim, o primeiro fato registrado neste aprendizado foi a corrida aos supermercados. Concluí que o comportamento de manter estoques de segurança deve permanecer como atitude de precaução. Portanto, embalagens que favoreçam a estocagem e que ofereçam maior prazo de validade devem se beneficiar deste contexto – este último ganha destaque na leitura mais atentiva dos dizeres de rotulagem.

2. Pedindo tudo em casa
O delivery, que já vinha crescendo, ganhou uma dimensão impressionante nessa crise, pois foi extremamente favorecido pela quarentena e pelo fechamento do comércio. O e-commerce e as vendas online se tornarão praticamente obrigatórios para a maioria dos negócios B2C e as embalagens de entrega dos produtos ganharão importância estratégica, função e significados, que farão delas ferramentas de marketing cada vez mais relevantes no negócio das empresas.

No e-commerce as embalagens não podem apenas “carregar” os produtos: são elas que fazem o contato com as pessoas no mundo físico e promovem a primeira experiência com a mercadoria. São elas que promovem um final feliz para o processo de compra ao encerrarem, no momento da entrega, todas as expectativas e incertezas naturais deste tipo de comércio. Por isso, devem incorporar novas funções, como “conversar” com o consumidor, estabelecer empatia com a marca, esclarecer mais sobre o produto adquirido, estreitar relacionamentos e iniciar a próxima venda.

3. A volta da comida caseira e das refeições em casa
Novos hábitos derivados do confinamento, da quarentena, do home office e do desemprego farão com que as pessoas estabeleçam relações diferentes com a casa e com tudo o que está relacionado a ela. A alimentação no lar se torna mais frequente e até preferencial devido a desconfiança que se instalou em relação a alimentos que são, como foi amplamente divulgado, a origem do vírus.

O Food Service, que já vinha crescendo dois dígitos anteriormente, vai demandar cada vez mais embalagens, abrindo uma nova frente a ser explorada pela indústria, que deve prover embalagens melhores, eficientes, mais bonitas e atraentes na tarefa de entregar comida na casa das pessoas com praticidade e segurança. Este é um segmento que deve crescer muito e que merece especial atenção.

4. Saúde em primeiro lugar
Cuidados com a saúde ganharão nova dimensão e devem abrir oportunidades nos segmentos farma, higiene e limpeza. O hábito de lavar as mãos, promovido amplamente na comunicação contra o coronavírus, abre espaço para, por exemplo, sabonetes antibactericidas com álcool gel e outras inovações derivadas da preocupação com a saúde. Esses produtos devem ganhar cada vez mais espaço, sendo que as farmácias serão um campo competitivo que exigirá a máxima atenção dos fabricantes de embalagem.

Os cuidados com a higiene da casa, onde as pessoas passarão mais tempo e que se tornaram uma espécie de refúgio seguro que deve ser equipado, abastecido, limpo e conservado, receberão atenção redobrada – embalagens dessa categoria promoverão cada vez mais os hábitos de limpeza, desinfecção e assepsia.

Outro segmento que pode se beneficiar das preocupações com a saúde e que havia pouco ou nenhum apelo é a infraestrutura das construções residenciais. Tintas e impermeabilizantes que combatem o mofo e bolor, reconhecidos inimigos da saúde por abrigarem fungos e bactérias, promoverão a venda de produtos em embalagens que acentuem e explorem estes atributos.

5. Alimentos mais saudáveis
Alimentos sem conservantes ou aditivos químicos serão cada vez mais procurados e promovidos pelos influenciadores que hoje têm expressão e são ouvidos seus seguidores. Embalagens que permitam a conservação natural dos alimentos e, principalmente, aquelas ofereçam aos consumidores informações sobre como e porquê o alimento é conservado pela embalagem, de onde ele vem, como é processado e qual a melhor utilização do produto, farão diferença na competição.

Embalagens de papelcartão, por exemplo, devem ser melhor utilizadas na exploração dos seis lados que oferecem para a comunicação impressa. A rotulagem de alimentos será lida com mais atenção pelos consumidores e a inclusão do QR Code que leve informações detalhadas sobre o fabricante, a marca e tudo o que puder fazer o consumidor saber mais e ter segurança sobre o que consome, será útil nas embalagens.

6. Animais de companhia
A permanência em casa com animais de estimação e o fato dos pet shops terem permanecido abertos durante a pandemia, faz com que sejam favorecidos – as pessoas passaram a conviver mais e a dar mais atenção aos bichinhos, o que aumentou o consumo de produtos pet. O Brasil é o segundo mercado mundial de pet food e esse segmento representa uma excelente oportunidade para a indústria de embalagem, visto que requerer tanto proteção quanto apresentação visual de boa qualidade.

Um item que se destacou foram os chamados snacks funcionais, aqueles palitinhos e ossinhos mastigáveis usados para agradar os cães e gatos. Estes snacks foram objeto de informação provida por veterinários que ensinaram aos consumidores que esses produtos são úteis, pois ajudam a baixar o stress dos cães e gatos e podem ser utilizados para enriquecer a experiência e o relacionamento dos donos com seus animais de estimação.

7. Empreendedorismo doméstico
“Revolução Maker”, startups e iniciativas de pessoas que desejam criar seu próprio negócio foram potencializadas pela pandemia. Além dos que perderam o emprego e precisam prosseguir por sua própria conta, pessoas qualificadas que ficaram em casa e aproveitaram o tempo para tirar da gaveta aquele sonho de ter o próprio negócio. Eles arregaçaram as mangas colocando seus projetos para andar. O movimento dos pequenos negócios já está acontecendo com o apoio do Sebrae que conta com dados sobre o tema. Os números demonstram que pequenas empresas precisam de acesso à indústrias capazes de fornecer embalagens de qualidade em tiragens reduzidas.

Estar disponível às empresas para comprarem em pequenas quantidades com preços acessíveis representa uma oportunidade de ouro para o setor de embalagem. Aproveitar a abertura gerada pela pandemia para aprofundar sua presença junto aos pequenos negócios, tanto os que já existem, que já são milhões, como os que surgirão como fruto direto da crise.

A impressão digital deve ser olhada com atenção. Embalagens práticas, fáceis de comprar, usar e vender, são soluções que podem ser utilizadas em casa, garagens e pequenos galpões, sem necessidade de grandes investimentos, estão amplamente favorecidas neste momento e requerem atenção especial da cadeia produtiva.

8. Design de embalagem pós-crise
A embalagem é expressão da cultura material de um povo. Ela reflete o estágio de desenvolvimento cultural e industrial da sociedade e, depois de tudo o que aconteceu, as pessoas vão gostar de encontrar embalagens com novo design, que expresse o espírito vitorioso de quem venceu a crise. As empresas que saírem na frente e apresentarem seus produtos em um novo visual mais colorido e otimista, abrirão distância do que ficou para trás.

Normalmente o redesign das embalagens deve acontecer de tempos em tempos para manter fresca e vitalizada a apresentação visual do produto, mas agora, o redesign se transformará numa oportunidade de marketing e comunicação para as empresas que se dispuserem sair na frente renovando o desenho de suas embalagens. A oportunidade para a indústria, neste caso, está em oferecer a sugestão e ajudar os clientes na renovação rápida de suas embalagens, agilizando processos e facilitando o que for possível. Alianças estratégicas com agências de design podem ajudar a conquistar novos clientes e a reforçar os laços com os clientes atuais. Apenas lembrando que é preciso tomar cuidado para não descaracterizar o recipiente anterior a ponto do consumidor não reconhecer mais.

Estas são algumas observações que considero importantes. Vale lembrar que “nenhum produto concorre no mercado”, o produto concorre na categoria e é nela que as oportunidades são encontradas e se realizam. Como estamos vendo, a crise não atinge todas as categorias da mesma forma, algumas até são favorecidas, como é o caso do álcool gel, alimentos, produtos de higiene e limpeza, produtos de farmácia, food service e pet food.

Minha recomendação é que a indústria de embalagem coloque seu foco nas categorias onde os produtos competem e passem a realizar com maior frequência estudos de campo para observar “in loco” o que está acontecendo.

Todo fabricante de embalagem precisa verificar se as embalagens que produz são melhores, piores ou iguais às embalagens dos concorrentes, que estão expostas a seu lado. Se a sua embalagem for “inferior”, o fracasso será uma ameaça concreta. Crise não é novidade, já atravessamos outras e vamos atravessar essa também. Importante é ter atitude para não ficar sofrendo a crise, mas sim se apropriar dos ensinamentos e, acima de tudo, das oportunidades. Afinal se você ainda não viu oportunidade nesta crise é porque não olhou direito!

*Fábio Mestriner é consultor da Ibema Papelcartão. Designer, professor do curso de pós-graduação em Engenharia de Embalagem do IMT Mauá e autor dos livros Design de Embalagem – Curso Avançado, Gestão Estratégica de Embalagem e Inovação na Embalagem – Método Prático.

Sobre a Ibema: Gerar valor de maneira sustentável por meio da fabricação e distribuição de produtos que conquistem a preferência dos clientes, contribuindo com iniciativas que favoreçam toda a cadeia, com a dedicação e preocupação de garantir o melhor resultado para a empresa e seus clientes. Esta é a missão da Ibema, fabricante de papelcartão, que permeia a sua atuação com base no conceito de foco do cliente. A empresa, fundada em 1955, é hoje um dos players mais competitivos da América Latina. Sua estrutura é composta por sede administrativa localizada em Curitiba, centro de distribuição direta em Araucária com área útil de 12 mil m2 e fábricas instaladas nos municípios de Turvo, no Paraná, e em Embu das Artes, em São Paulo, que juntas possuem capacidade de produção anual de 140 mil toneladas. Em seu portfólio, estão os melhores produtos, reconhecidos pela qualidade e performance na indústria gráfica. A empresa, que atualmente conta com aproximadamente 800 colaboradores, possui unidades certificadas pela ISO 9001, pela ISO 14001 e pelo FSC (Forest Stewardship Council). Para mais informações sobre produtos e serviços, acesse o nosso site, disponível também nos idiomas espanhol e inglês:www.ibema.com.br.

Comunicado ABIGRAF NACIONAL 081A / 2020 – INSTRUÇÃO NORMATIVA DREI 81 / 2020 E MEDIDA PROVISÓRIA 983 / 2020 – MEDIDAS DE DESBUROCRATIZAÇÃO – CORONAVÍRUS Nº 66

ABIGRAF NACIONAL / COM – 081A / 2020

– INSTRUÇÃO NORMATIVA DREI 81 / 2020 –
– MEDIDA PROVISÓRIA 983 / 2020 –
– MEDIDAS DE DESBUROCRATIZAÇÃO –
– CORONAVÍRUS No 66 –

A Instrução Normativa DREI nº 81 / 2020 (DOU – 15.JUN.2020) em anexo que, dentre outras, dispõe sobre as normas e diretrizes gerais do registro público de empresas, dispensa o reconhecimento de firma e a autenticação de cópias pelos cartórios de qualquer documento apresentado nas juntas comerciais para arquivamento. Ainda, fica permitida a realização de transações relacionadas à abertura ou encerramento de empresas por meio da assinatura digital. A IN entra em vigor em 1º.JUL.2020.

A Medida Provisória n° 983 / 2020 (DOU – 17.JUN.2020) em anexo que, dentre outras, dispõe sobre as assinaturas eletrônicas em comunicações com entes públicos, simplifica o envio de documentos e a comunicação digital com o poder público, com a possibilidade de utilização de novos meios de assinatura eletrônica. A MP estabelece os requisitos para a utilização de três tipos de assinatura eletrônica: simples, avançada e qualificada, tendo como parâmetros os níveis de risco da documentação, informação ou serviço específico que é assinado.

Até então, os órgãos públicos reconheciam apenas as assinaturas feitas através de certificado digital.

Eventuais dúvidas poderão ser esclarecidas através do e-mail dejur@abigraf.org.br.

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!

São Paulo, 18 de junho de 2020.

MPV 983 – 2020INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 81 – 2020

Comunicado ABIGRAF NACIONAL 0809A / 2020 -COFINS/ PIS-PASEP / CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS – PRORROGADOS PRAZOS DE RECOLHIMENTO COMPETÊNCIA MAIO.2020 – CORONAVÍRUS Nº 65

ABIGRAF NACIONAL / COM – 080A/ 2020

– PORTARIA ME Nº245 / 2020 –
– COFINS/ PIS-PASEP / CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS –
– PRORROGADOS OS PRAZOS DE RECOLHIMENTO RELATIVOS À COMPETÊNCIA DE MAIO DE 2020 –
– CORONAVÍRUS No 65 –

A Portaria do Ministério da Economia n 245/ 2020 (DOU – 17.JUN.2020) (clique aqui) PRORROGOU os prazos de recolhimento da contribuição para Contribuição para o Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e das Contribuições previdenciárias da competência maio/2020.

O prazo para pagamento dessas contribuições sociais referente aos meses de abril e maio de 2020 já tinha sido adiado para os meses de agosto e outubro de 2020, respectivamente. A medida estava prevista pela Portaria nº 139 de 03 de abril de 2020, conforme já informado nos Comunicados ABIGRAF NACIONAL / COM – 036/A e 037A / 2020.

O prazo de recolhimento das contribuições previdenciárias indicadas no quadro foram prorrogadas nos termos a seguir:

PIS-PASEP E DA COFINS- COMPETÊNCIA MAI.2020:

Tributo Prazo original Prazo prorrogado
Cofins 25.06.2020 25.11.2020
PIS-Pasep 25.06.2020 25.11.2020
Cofins – Entidades financeiras 19.06.2020 20.11.2020
PIS-Pasep – Entidades financeiras 19.06.2020 20.11.2020
PIS-Folha 25.06.2020 25.11.2020

CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS -COMPETÊNCIA MAI.2020:

Contribuinte Contribuições atingidas pela prorrogação de prazo Prazo original Prazo prorrogado
Empresas e equiparadas Contribuição previdenciária patronal:
a) básica (20% ou 22,5%, conforme o caso) incidente sobre a remuneração de empregados e trabalhadores avulsos;
b) para o financiamento de benefício de aposentadoria especial e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (GIILRAT, sobre o total das remunerações de empregados e avulsos;
c) contribuições sobre a remuneração de contribuintes individuais (20%) 19.06.2020 20.11.2020
Agroindústria Contribuição previdenciária sobre o valor da receita bruta proveniente da comercialização da produção rural:
a) 2,5%; destinado à Seguridade Social;
b) 0,1% para o financiamento dos benefícios de aposentadoria especial e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa (GIIL-RAT) decorrente dos riscos ambientais da atividade. 19.06.2020 20.11.2020
Empregador rural pessoa física e segurado especial Contribuição previdenciária sobre o valor da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção rural:
a) 1,2% destinado à Seguridade Social;
b) 0,1%, para financiamento das prestações por acidente do trabalho. 19.06.2020 20.11.2020
Empregador rural pessoa jurídica Contribuição previdenciária sobre o valor da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção rural:
a) 1,7% destinado à Seguridade Social;
b) 0,1%, para financiamento das prestações por acidente do trabalho. 19.06.2020 20.11.2020
Empresas que optaram pela desoneração da folha de pagamento Contribuição sobre a receita bruta (CPRB) -Alíquotas variáveis, de acordo com a atividade (Lei nº 12.546/2011, arts. 7º e 8º) 19.06.2020 20.11.2020
Empregador doméstico Contribuição a cargo do empregador (8%)

Contribuição para o financiamento do seguro contra acidente do trabalho (0,8%) 05.06.2020 06.11.2020

Eventuais dúvidas poderão ser esclarecidas através do e-mail dejur@abigraf.org.br.

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!

PORTARIA Nº 245, DE 15 DE JUNHO DE 2020

Importante :: Comitê de Gestão de Crise :: Orientações para a Indústria – Informativo 26 ::

Informativo 26
O Ministério da Defesa está cadastrando empresas que possam fornecer produtos e equipamentos utilizados no combate à pandemia do novo coronavírus.
Informativo com arte aberta para inclusão da logo do sindicato antes do envio às indústrias da base.
Insira sua logo e compartilhe!

ORIENTAÇÕES_PARA_A_INDÚSTRIA_INFORMATIVO – 26 -pdf

Comunicado ABIGRAF NACIONAL 078A / 2020 – PORTARIA PGFN 13.338 / 2020 – MEDIDAS TEMPORÁRIAS NO ÂMBITO DA PGFN SÃO PRORROGADAS – CORONAVÍRUS Nº 63

ABIGRAF NACIONAL / COM – 078A/ 2020

– PORTARIA PGFN 13.338 / 2020 –

-MEDIDAS TEMPORÁRIAS NO ÂMBITO DA PGFN SÃO PRORROGADAS-

– CORONAVÍRUS Nº63

 

A Portaria PGFN nº 13.338 / 2020 (DOU – 09.JUN.2020) (em anexo) prorrogou medidas temporária de prevenção de contágio no âmbito da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, considerando a classificação da Covid-19 pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

De acordo com as alterações ora introduzida FICAM SUSPENSOS ATÉ 30.JUN.2020:

 PRAZOS

  • Procedimento, Impugnação e o prazo para recurso de decisão proferida no âmbito do Procedimento Administrativo de Reconhecimento de Responsabilidade – PARR, previstos, respectivamente, nos arts. 3º e 6º da Portaria PGFN nº 948 / 2017 (procedimento administrativo para apuração de responsabilidade de terceiros pela prática da infração à lei consistente na dissolução irregular de pessoa jurídica devedora de créditos inscritos em dívida ativa administrados pela PGFN);

 

  • Apresentação de manifestação de inconformidade e o prazo para recurso contra a decisão que a apreciar no âmbito do processo de exclusão do Programa Especial de Regularização Tributária – Pert, previstos no art. 18 da Portaria PGFN nº 690 /2017;

 

  • Oferta antecipada de garantia em execução fiscal, o prazo apresentação de Pedido de Revisão de Dívida Inscrita (PRDI) e o prazo para recurso contra a decisão que o indeferir, previstos, respectivamente, no art. 6º, inciso II, e no art. 20 da Portaria PGFN nº 33 / 2018.

          MEDIDAS ADMINISTRATIVAS:

  • Apresentação a protesto de certidões de dívida ativa;
  • Instauração de novos Procedimentos Administrativos de Reconhecimento de Responsabilidade (PARR);
  • Início de procedimentos de exclusão de contribuintes de parcelamentos administrados pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional cuja hipótese de rescisão por inadimplência de parcelas tenha se configurado a partir do mês de fevereiro de 2020.

 

Eventuais dúvidas poderão ser esclarecidas através do e-mail dejur@abigraf.org.br

 

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!

 

 Port PGFN  Nº 13338  –  2020

Comunicado ABIGRAF NACIONAL 074A / 2020 – MEDIDA PROVISÓRIA 977 / 2020 – PROGRAMA EMERGENCIAL DE ACESSO À CRÉDITO – INTEGRALIZAÇÃO DE R$ 20 BILHÕES PELA UNIÃO – CORONAVÍRUS Nº 59

ABIGRAF NACIONAL / COM – 074A / 2020

 

– MEDIDA PROVISÓRIA 977 / 2020 –
PROGRAMA EMERGENCIAL DE ACESSO A CRÉDITO
– INTEGRALIZAÇÃO DE R$ 20 BILHÕES PELA UNIÃO –
– CORONAVÍRUS Nº 59 –
A Medida Provisória nº 977 / 2020 (DOU EXTRA – 04.JUN.2020), em anexo, dentre outras disposições, abre crédito extraordinário, em favor de Encargos Financeiros da União, no valor de R$ 20 bilhões para o Programa Emergencial de Acesso a Crédito.

Conforme informado no Comunicado ABIGRAF NACIONAL 070A de 02.JUN.2020, o citado Programa objetiva facilitar o acesso a crédito por meio da disponibilização de garantias pela União ao sistema bancário através da capitalização do Fundo Garantidor e, assim, auxiliar a preservar empresas com receita bruta/2019 entre R$ 360 mil e R$ 300 milhões, diante dos impactos econômicos decorrentes da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19).

Com esta integralização de cotas pela União, as operações de crédito no âmbito do citado Programa poderão ser viabilizadas, porém, as suas condições de juros, prazos, carência, entre outras, ainda serão definidas em regulamento próprio.

Eventuais dúvidas poderão ser esclarecidas através do e-mail dejur@abigraf.org.br.

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!
MPV 977 – 2020

Parceria SIGEP – ABIGRAF-PR para sua equipe comercial

Olá, tudo bem?

 

Como você sabe, tivemos uma palestra motivadora e fantástica sobre Prospecção Comercial em tempos de COVID-19 e como devemos nos preparar para o cenário Pós-COVID.

 

Então a notícia maravilhosa é que a F|Nasser e o SIGEP – ABIGRAF-PR firmaram parceria para ofertar para nós, gráficos, o curso Prospecção Fanática.

 

Esta é a oportunidade de colocar a sua equipe em prontidão

para começar a conquistar mais clientes.

 

Todos os ASSOCIADOS, de todas as ABIGRAF, pagarão somente R$ 387 por participante e, de bônus, terão o curso Introdução ao Neuromarketing (gravado) oferecido também pelo Felipe Nasser!

 

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:: Copel – Atualização informações ::

Prezados,

 

Informamos que a FIEP entrou em contato com a Copel em abril solicitando três itens:

 

I)             Que neste período de 90 dias, não haja a cobrança da parte da demanda na conta de energia elétrica, cabendo o pagamento apenas da parte do consumo, pois indústrias, mesmo que paradas, teriam alto custo para pagar com a cobrança da demanda.

II)           Que a Copel estruture uma linha de financiamento especial, para cobrir eventuais inadimplências nas contas de energia elétrica, considerando juros baixos, ajudando assim as indústrias a honrarem com seus compromissos.

III)          Que não haja corte de energia para contas de pessoa jurídica, em caso de inadimplência, no período de 90 dias (assim como o critério adotado em contas residenciais, por determinação da ANEEL).

 

No início de maio recebemos algumas respostas e agora na última sexta-feira, dia 29/05, tivemos uma nova reunião com a COPEL, e recebemos as demais respostas, basicamente, da seguinte forma:

 

I – A cobrança, neste momento de pandemia, apenas do consumo de energia elétrica e não da demanda contratada?

A Copel respondeu esse item dizendo que precisaria de um apoio da ANEEL e uma ação nacional (primeiro pleito demanda e consumo, a Copel através da Associação Brasileira de distribuidoras de energia elétrica solicitou à Agência Nacional de Energia Elétrica que tomasse uma atitude nesse sentido, mas de forma padronizada e em termos nacionais, para evitar que a distribuidora do estado tenha que arcar com grande prejuízo da isenção destas tarifas de demanda. Estamos, portanto. Recentemente o governo federal publicou o decreto 10.350 e a ANEEL esta regulamentando o mesmo com a criação da denominada “Conta Covid” que estabelece condições de negociação entre as distribuidoras de energia e os seus clientes em relação ao postergamento do pagamento das contas de demanda contratada e inclusive de inadimplência

 

II – A renegociação da dívida em juros menores no caso de inadimplência.

A Copel acatou e o juros que era de IGPM mais 1%, passou a ser agora juros de IGPM mais 0,5% (meio por cento) (Copel informou que reduziu o seus juros mensais para negociação de dívidas em 0,5 ponto percentual passando dos 1.79 % ao mês anteriores para 1.29% ao mês atualmente para negociação).

 

III – O não desligamento da energia elétrica em caso de inadimplência nas unidades empresariais onde não houve pagamento nesse período.

A Copel informou que está seguindo as determinações da ANEEL quanto ao não desligamento das unidades residenciais, mas também nos informou, via telefone, que neste momento de pandemia irão adotar todas as formas possíveis de negociação com todas as empresas para que não haja nenhum tipo de desligamento na questão empresarial. Assim, a Fiep recomenda que qualquer empresa que tenha algum problema relacionado a essa questão de energia elétrica, que entre em contato com a Copel no atendimento e pleiteie esta negociação .

 

Mas temos mais algumas boas novidades para as indústrias do Paraná, segue:

 

– A COPEL está aberta para negociação de contas em atraso ou até contas a vencer

A COPEL nos passou que está fazendo algumas negociações muito interessantes para as indústrias, de contas em atraso ou até mesmo as contas que não estejam vencidas; caso a empresa percebe que não vai ter fluxo de caixa para fazer o pagamento, ela já pode entrar em contato com a Copel e solicitar uma negociação da sua conta a vencer ou de suas contas vencidas;

 

– Como funciona essa negociação?

Basicamente essa negociação tem a taxa de juros do IGPM + 0,5% ao mês, com no mínimo uma entrada de 10% do valor a ser negociado

 

– Tem carência essa negociação?

Teremos uma carência que varia conforme o tamanho da conta a ser negociada e do histórico da empresa junto a Copel, mas essa carência poderia ser de 2, 3, 4 meses, até o fechamento desse ano, que seria até janeiro do ano que vem (janeiro de 2021);

 

– E em quantas parcelas podem dividir essa negociação?

O número de parcelas para pagamento do acordo, depende do tamanho da conta negociada, pode ser enquadrado desde 5 parcelas, até 60 parcelas, isso equivale até 5 anos para pagamento, o que seria uma condição bastante tranquila em termos de dar um fluxo de caixa para as indústrias do Paraná.

 

– Como é que se faz essa negociação?

Essa negociação se faz a partir de uma proposta da Indústria para a Copel através do e-mail cobranca.grupoa@copel.com. A indústria deve mandar para este e-mail cobranca.grupoa@copel.com a sua proposta de negociação com todos os dados da sua conta, os seus dados e todos os valores (números),  oferecendo uma entrada de 10% e solicitando uma determinada carência e um determinado número de meses para pagar essa conta  atrasada ou a vencer; pode juntar 1, 2 até 3 meses desse período de pandemia, que a Copel irá analisar essa proposta e irá retornar com o aceite, uma contraproposta, ou o não aceite.

 

A COPEL está aberta para negociação para apoiar as Indústrias do Paraná.

 

João Arthur Mohr

Gerência de Assuntos Estratégicos